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Novo método que usa o tamanho dos quadris para medir a gordura do corpo

Índice de Adiposidade Corporal - IAC
É um novo método que usa o tamanho dos quadris para medir a gordura do corpo.


Isso significa que as mulheres brasileiras (adoradas pelos grandes quadris) podem ser consideradas acima do peso ou obesasDe acordo com o IAC (gordura do corpo), quanto maior a circunferência dos quadris em relação à altura, maior a chance de estar acima do peso.

IMC, que é o sistema mais antigo, mede o índice de massa corporal relacionando o peso e a altura. Não considera a massa muscular, considerando as pessoas muito fortes (pesadas) como obesas. O IMC mostra o volume da pessoa, o quanto de massa tem distribuída. E o IAC diferencia a massa gorda (gordurada massa magra (músculos).

Para calcular o IAC é o seguinte: você divide a medida da circunferência do seu quadril pela sua altura multiplicada pela raiz quadrada da sua altura, diminuindo 18 do resultado final. Vamos fazer um exemplo: 1,60 de altura, 80cm de quadril
IAC = [ 80/ (1,60 x √1,60) ] – 18 = [ 80/ 2,016 ] – 18 = [39,68] – 18 =  21,68
Como interpretar o resultado:

Adiposidade NormalSobrepesoObesidade
Homens8 a 2021 a 25Acima de 25
Mulheres21 a 3233 a 38Acima de 38

Calcule seu IAC AQUI

Fica a dica.
Se você está com problemas de excesso ou falta de peso, o ideal é consultar um médico. Esse tipo de cálculo que pode ser feito em casa, como o IMC e o IAC mostram resultados de forma artificial. Um médico irá usar outras ferramentas muito mais eficientes para calcular o seu peso e indicar o que é melhor para o seu caso. Afinal, cada pessoa é diferente da outra, e métodos que generalizam nem sempre são totalmente corretos.

Foto: Andressa Soares mulher melancia

Bactérias intestinais podem ter relação com obesidade

Estudos apontam que interferir na flora intestinal pode alterar o desenvolvimento de algumas doenças metabólicas

Flora intestinal: funcionalidade das bactérias do intestino pode ter relação com diabetes e obesidade

As bactérias do intestino humano podem ter uma relação direta com algumas doenças metabólicas, como a obesidade e o diabetes. Pelo menos é o que indicam estudos prévios apresentados pela bióloga sueca Valentina Tremaroli nesta sexta-feira, durante o III Congresso Pan-americano de Cirurgia do Diabetes: Alternativas Clínicas e Cirúrgicas, que acontece em Gramado, no Rio Grande do Sul. Segundo Valentina, a relação entre a flora e essas patologias aparenta ser tão próxima que seria possível tratar essas doenças apenas interferindo nas bactérias do intestino. Na lista de possibilidades está até mesmo o transplante de flora intestinal.

E isso significa que interferir nas bactérias do intestino de uma pessoa com diabetes, por exemplo, pode modificar a maneira como ela metaboliza a glicose. Segundo a especialista, estudos independentes comprovaram ainda que o transplante de floras intestinais doadas por obesos para receptores saudáveis promoveu o acúmulo de gordura e o desenvolvimento de obesidade. Isso indicaria, então, que a flora intestinal pode predispor o indivíduo para o acúmulo de adiposidade. “Parece haver um aspecto direto, mas novos estudos estão tentando confirmar a estabilidade disso”, diz Valentina.

A equipe de Valentina, na Universidade de Gotemburgo, na Suécia, vem pesquisando os perfis microbiais específicos que diferenciem a flora de indivíduos magros, da de obesos. Já se sabia, no entanto, que existem algumas alterações na flora intestinal dos obesos e que essas mudanças podem trazer consequências à funcionalidade da colônia de bactérias. Descobrir como isso acontece pode abrir um leque de possibilidades na maneira de manipular a flora intestinal – e, assim, prevenir ou tratar doenças associadas às bactérias do intestino. “Nossos estudos em animais livres de micróbios poderiam ser úteis para testar a aplicabilidade de intervenções microbiais para o tratamento de doenças humanas associadas com a flora intestinal”, diz Valentina.


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